DEC.LEI Nº344/97

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

COGITUM

Do bafo frio e húmido do nevoeiro branco não distinguía contornos, apenas manchas que sabía serem pontes, viadutos e até o rio, de quando em vez as luzes vermelhas nas traseiras dos automóveis incendiavam-se e davam-lhe pontos de referência. Abeirou-se da extremidade do muro do terraço e olhou lá para o fundo, um tapete fofo como claras batidas em castelo que escondíam o negrume desbotado do asfalto. Sabía que era alto mas agora parecía convidá-la a descer rápido até à rua, andar, desaparecer no meio do nevoeiro que lhe encaracolava os cabelos, uma aventura que lhe fizesse esquecer a ausência e a imensidão do mundo quando se está só e se tem pensamentos tão bizarros como este.

1 comentário:

Moonlight disse...

Ele caminha sob o Tejo e recita as palavras para uma linda mulher que navega num cacilheiro, pode ser que ela pare de escrever e fixe o olhar naquele homem misterioso.

beijo