DEC.LEI Nº344/97

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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

DOLCE FARE NIENTE

Sentou-se, pernas flectidas, passou o protector solar rápido e enérgica, pôs os óculos de sol, esperou que as gotas do mar que lhe brilhavam no corpo moreno evaporassem, distraíu o olhar pelos demais banhistas, seguiu desatenta um jogo de raquetes, contou as ondas, perdeu-se. Deitou-se, cabeça apoiada nas palmas das mãos, covas dos braços expostas ao morno do sol, fechou os olhos, relaxou, deixou-se ir para outra dimensão, os gritos felizes das crianças de quando em vez fazíam-na regressar, escutou o marulhar da água na enchente lenta, enterrou os pés na areia e mexeu os dedos pequeninos sentindo-a passar em fio, uma quase dormência pela fricção. Tirou os óculos, apontou o nariz ao astro-rei e achou egoísta que o sol só a ela lhe pertencía.

1 comentário:

Eärwen Tulcakelumë disse...

Quem dera o astro rei pudesse nos pertencer...

Pérolas incandescentes de sol!!!!


Eärwen