DEC.LEI Nº344/97

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Escrever é poder amar-te



domingo, 25 de novembro de 2007

DOMINGO (escrever é poder amar-te)

Domingo. Hoje não tem que se levantar com a noite mas o vicio dos anos empurra-a para fora da cama. Domingo no robe branco até aos pés, café só para si sem atropelo de choros de crianças sonolentas nem gravatas por ajeitar. Domingo de conversas ciciadas com o cão que arrebita as orelhas ao mimo da boca simulando beijinhos. Domingo de tempo seu gasto numa ronda de pés de lã em que a casa se embala no filtro das luzes amarelas dos candeeiros solitários da rua. Domingo ao solo do galo que esganiça o prenúncio da madrugada em partida. Domingo de segredos em que se senta a desfiar poesia em cadernos de escola forrados a papel de flores. Domingo em que se revela a si na fragilidade confessa do aparo da caneta de tinta permanente escorrendo emoções que aos dias de semana lava, passa e arruma.

4 comentários:

Lu@r disse...

Quando acordas com a noite estou aqui à espera de ti.

Beijo nocturno

Eärwen Tulcakelumë disse...

Domingo...escrever...poder amar...
Gostei e muito dessa combinação!

Pérolas incandescentes de luz.

Eärwen

impulsos disse...

Domingo de segredos em que se senta a desfiar poesia em cadernos de escola forrados a papel de flores
Eu diria mais:
São Domingos perfeitos!

Adoro os teus pequenos textos tão cheios de tudo!

Beijo

MIMO-TE disse...

Belo texto!:)
E tanto que esperamos por este dia.

Muitos mimos