DEC.LEI Nº344/97

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Escrever é poder amar-te



domingo, 9 de março de 2008

ACTOS

De cada vez que ela por ele se deslizava, apertava os lábios, os olhos, as mãos como se sentisse dor. Caminhava-o, cego, perdido, pedindo o fim breve para logo se atrasar no repente estático que ela obrigava. Impulha-lhe textos sussurados ao ouvido, prendía-lhe a tensão nas palavras murmuradas sem pontos finais, parágrafos completos de outros mundos e ele cativado na narrativa perdía-se para outro rumo. E lá voltava, salgada do mar dele, arranhando-lhe o torso na areia vincada pelos joelhos dela, apertendo-o nas coxas, amazonicamente fantasiada de contra-luz. A indignação dele arremessava-a para trás, o cabelo molhado chicoteando a pressa da meta. Domava-a então, o sabor do sangue no lábio queimado de lhe ser dele.

3 comentários:

Bichinho disse...

Pertences...beijo fantasma.

poetaeusou . . . disse...

*
espasmos sublimes
,
conchinhas
,
*

Moonlight disse...

És "minha" sem pontos finais, talvez uma pequena pausa para saborear um James Martin´s enquanto danças para mim.

Beijo-te