DEC.LEI Nº344/97

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sábado, 26 de janeiro de 2008

EQUIMOSES

Ao proteger a cabeça, os braços fechados sobre o rosto e todo o abdómen curvo como uma concha não se resguardava dos golpes desferidos a pontapé na dignidade. Doía-lhe o que segredavam dela, o chiste de mulher que merece apanhar, a vergonha de se ver roxa e pisada num espelho que não lhe mostrava quem ela era. Depois de uma, duas pancadas já nada faz diferença, fica tudo dormente, fechou os olhos, deixou de resistir, embalou-se na memória de si quando menina e evadiu-se nas saias da mãe. Talvez tenha perdido os sentidos, talvez tenha sonhado ou então foi o grito que vomitou que lhe deu o tom de revolta, a pergunta que martela constante nas costelas, no peito, nas pernas e interroga o sentido de tudo isto, a razão da besta, o merecimento na ponta da faca e numa vontade única deseja, deseja muito nunca ter nascido.

3 comentários:

Lu@r disse...

Existe momentos assim...

GarçaReal disse...

Momentos que uma vida inteira não têm a capacidade de fazer esquecer.

Momentos que fazem uma alma sangrar.

Parto em pensamentos.

Bjgrande

poetaeusou . . . disse...

*
excessivos momentos,
morosos, prolongados,
,
conchinhas
,
*