DEC.LEI Nº344/97

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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

A LUA

Se de repente a noite se prolongasse para além do escuro, a mulher continuaría correndo, a lua pelas suas costas, ela açoitada pela beleza de prata tentaría que no dorso nada se lhe pintasse, nada a atingisse. Conhecía aquele encantamento, aquela luz que lhe dilacerava na pele o encher das veias e depois bombeadas no coração a injectava de enamoramentos, o correr de pés descalços no encalço da paixão. Sabía-se aquada e perseguida, pois ouvira de outros quartos crescentes o crescendo da dependência do querer e do desejar.
Cansada e num tropeço, bebeu água de uma poça de chuva, de quatro viu a imagem dele disparada pelo luar. Sabía-se presa mas afinal não quería resistir, quería saber a que sabía o cheiro da loucura. Ele tomou-a.
Nasceu o dia.

1 comentário:

£oµ¢o Ðe £Î§ßoa disse...

Mesmo na presença do sol a lua não está ausente.