DEC.LEI Nº344/97

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

UM RAIO DE LUZ

As mandrágoras recolhíam-se nas suas veias subterrâneas pelo medo da luz e pelo temor a eles.
Em breve o sol rompería sem vergonha, ela sería arrastada por ele mar dentro, sufocando sob o sal, submergindo e mergulhando ao comando ondulado que ele impunha, bravio quase feroz.
Havía vezes que só a profundidade o acalmava e ela decalque dele seguía-o, os olhos muito abertos aguardando o sinal para subir, os cabelos anelados como algas suspensas. Deixavam-se ficar ali os dois, naquele silêncio brutal, a encherem-se de quereres, a vazarem-se de ares. E sem aviso ele disparava até ao céu, ela segura no tornozelo dele, um elo indestrutível. Quando atingíam o topo, ofegantes e cegos de sol, ele tomava o rosto dela entre mãos e devassava-lhe a boca, não dando tempo a que o oxigénio recuperasse lugar. Drogada e nauseada pela insuficiência deixava-se transportar até à areia onde ele de seu lado arfava e ría como um louco.
Era exactamente esse descuido que ela esperava.

2 comentários:

Lu@r disse...

O silêncio paira no ar,
ambiente de sentires.
Ela de olhos vendados
submete-se ao desejo.

Beijo

poetaeusou . . . disse...

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um raio de amor,
*
xi
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